URBANISMO DE GUERRA: LEITURAS DEMOCRATICAS DA PRODUCAO DO ESPACO – 1sem2017

.UNIDADES

01. sobre urbanismo, guerra e planejamento urbano

02. sobre os instrumentos de guerra e a cidade e seus modos de planejamento

03. sobre democracia e possibilidades para a produção do espaço

.AULAS

01. URBANISMO E GUERRA (17/03)

Apresentação da disciplina, conteúdos e avaliações. Entre o Estado violento e o Pedreiro solitário, como se opera uma guerra no cotidiano das cidades?

Al Jazeera. Eyal Weizman.Rebel Architecture:  Architecture of Violence. 2014.

Al Jazeera. The Pedreiro and the Master Planner. 2014.

Brutos. Org: Daniel Carneiro.

LEFEBVRE, Henri. A Revolução Urbana. Belo Horizonte: EdUFMG, 1999.

LEFEBVRE, Henri. O Direito a Cidade. São Paulo: Centauro, 2001.

LEFEBVRE, Henri. The Production of Space. Blackwell, 1995

TSCHUMI, Bernard. Architecture and Disjunction. MIT Press, 1996.

02. SOBRE A GUERRA (24/03)

Discussão da GUERRA como operador para compreensão da produção das cidades de forma mais democrática e autônoma, frente ao poder do Estado.

AGAMBEN, Giorgio. Stasis. Edinburgh: Edinburgh Univrsity Press.

(*) ANDERSON, Benedict. O censo, o mapa e o museu IN: _____________Comunidades Imaginadas. Reflexões sobre a origem e difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

BARKAWI, Tarak. Decolonising War IN: European Journal of International Security. Vol. 01. Issue 02. July 2016, pp 199 – 214.

(*) CASTRO, Eduardo Viveiros de. Uma Boa Política é aquela que multiplica os possíveis IN: SZTUTMAN, Renato (org.). Encontros. Eduardo Viveiros de CAstro. Rio de Janeiro: Azougue.

(*) CLASTRES, Pierre. Guerra nas Sociedades Primitivas IN: ___________. Arqueologia da Violência. São Paulo: Cosac Naify.

CLAUSEWITZ, Carl Von. Da Guerra. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

DELEUZE, Gilles, GUATTARI, Felix. Tratado de Monadologia. A Máquinas de Guerra. IN: ___________. Mil Planaltos. Capitalismo e Esquizofrenia. Lisboa: Assírio Alvim.

(*) FOUCAULT, Michel. Em Defesa da Sociedade. São Paulo: Martins Fontes.

FOUCAULT, MIchel. Nascimento da Biopolítica. São Paulo: Martins Fontes.

LIGUORI, Guido, VOZA, PAsquale. Dicionário Gramsciano. São Paulo: Boitempo.

KLEIN, Naomi. Doutrina do Choque. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

NEGRI, Antonio, HARDT, Michael. Império. Rio de Janeiro: Record.

NEGRI, Antonio, HARDT, Michael. Multidão. Guerra e Democracia na Era do Império. Rio de Janeiro: Record.

NEGRI, Antonio. O Comum como Modo de Produção. Caderno de Leituras. Série Intempestiva. N. 52. Outubro 2016. Disponivel em: www.chaodefeira.com.br. Acessado em 10, jan, 2017.

RANCIERE, Jacques. O Odio a Democracia. São Paulo: Boitempo.

RANCIERE, Jacques. O Desentendimento. Política e Filosofia. São Paulo: 34.

STRATHEIM, Marilyn. O Conceito de Sociedade está teoricamente obsoleto? IN: _____________O Efeito Etnográfico. São Paulo: Cosac Naify, 2014.

03. SOBRE PLANEJAMENTO, GESTÃO URBANOS e DEMO-CRACIAS: DA GUERRA E A MILITARIZAÇÃO (31/03)

A religiosidade dos Pobres e a Esquerda.Os preconceitos intelectuais e a indisposição para aprender com o outro. Entrevista especial com Roberto Dutra Torres Juniro.

(*) AVRITZER, Leonardo, SANTOS, Boaventura de Souza. Para ampliar o Cânone Democrático IN: SANTOS, Boaventura de Souza (org.). Democratizar a Democracia. OS caminhos da Democracia Participativa. Civilização Brasileira: Rio de Janeiro, 2002.

AVRITZER, Leonardo. Impasses da Democracia do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

CHAUI, Marilena. Cultura e Democracia. O Discurso Competente e Outras Falas. São Paulo: Cortez editora.

GRAHAM, Stephen. Cidades Sitiadas. São Paulo: Boitempo.

GRELET, Stany, LEBRE, Jerome, WAHNICH, Sophie. Insistências Democráticas. Entrevista com Michel, Abensour, Jean Luc Nancy e Jacques Ranciere. IN: Revista de Filosofia Princípios. V. 19, N. 32. Julho/Dezembro 2012.

HAESBERT, Rogério. Viver no Limite. Território e multi/transdisciplinaridade em tempos de in-segurança e contenção. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2014. p. 155-180.

HERSCHER, Andrew. From target to witness: Architecture , Satellite Surveillance, Human Rights. IN: KENZARI, Bechir. (ed.) Architecture and Violence. Barcelona: Actar.

(*) MOUFFE, Chantal. The Democratic Paradox. New York: Verso.

SOUZA, Marcelo Lopes de. Ação Direta e Luta Institucional: Complementaridade ou Antítese? IN: ___________. Dos Espacos de Controle aos Territórios Dissidentes. Escritos de Divulgação Centífica e Análise Política. Rio de Janeiro: Consequência, 2015.

SOUZA, Marcelo Lopes de. Fobópole. O Medo generalizado e a militarização da questão urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. p. 140-166.

SOUZA, Marcelo Lopes de. Mudar a Cidade. Uma Introdução Critica ao Planejamento e Gestão Urbanos. Rio de Janeiro: Bertrans Brasil.

WEIZMAN, Eyal. Atraves de los Muros. Errata Naturae.

04. IMAGENS DA GUERRA: MUSEU (07/04)

Discussão do museu como operacionalizador de uma racionalidade excludente e linear da história, redimensionando-o frente a outras possibilidades de narrativas a partir dos espaços vividos.

BASBAUM, Ricardo. Deslocamentos Ritmicos: O Artista como Agenciador, como Curador, como Crítico IN: 27a Bienal de São Paulo: Seminarios. Rio de Janeiro: Cobogó, 2008.

BENJAMIN, Walter. O Colecionador IN: ____________. Passagens. Belo Horizonte, São Paulo: EdUFMG, Imprensa Oficial. 2008.

BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica. Arte e Política. São Paulo: Brasiliense 1997.

BRANCO, Lúcia Castello (org.). A Tarefa do Tradutor, de Walter Benjamin. Quatro Traduções para o português. Belo Horizonte: FALE, 2008.

(*) CRIMP, Douglas. Sobre as ruínas do Museu. São Paulo: Martins Fontes, 2005. p.177-206.

(*) LEVI, Giovani. Sobre a Micro-história IN: BURKE, Peter (org.). A Escrita da História. Novas Perspectivas. São Paulo: UNESP, 1992.

(*) SANTOS, Boaventura de Souza, MENESES, Maria Paula, NUNES, João Arriscado. Para ampliar o cânone da ciência: A diversidade epistemológica do mundo IN: SANTOS, Boaventura de Souza (org.). Semear outras soluções: os caminhos da biodiversidade e dos conhecimentos rivais. Rio de Janeiro: Civilizacão Brasileira, 2005. p.21-121.

05. IMAGENS DA GUERRA: ATLAS (28/04)

Discussão do Atlas/Mapas como operacionalizador estratégico geográfico, seus limites e potencialidades poéticas e políticas

ALYS, Francis. When Faith Moves Mountains. Disponível em: www.youtube.com. Acessado em 26 de marco de 2015.

CARDIFF, Janet, MILLER, George. Alterbanhoff. Disponível em: www.youtube.com. Acessado em 26 de marco de 2015.

CHAMAYOU, Gregoire. Teoria do Drone. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

(*) O Inglês que subiu a colina e desceu a montanha. Direção: Christopher Mong. 1995.

REDIN, Mayana. Série: Geografia de Encontros. Disponível em:www.mayanaredin.blogspot.com. Acessado em 26 de marco de 2015.

BRANDAO, Luís Alberto Brandão. Mapa Volátil: O Imaginário Espacial de Paula Auster IN: ______________ Grafias de Identidade. Literatura Contemporânea e Imaginário Nacional. Rio de Janeiro, Belo Horizonte: Lamparina, FALE, 2005. p.35-66.

CASTRO, Marcílio França. Breve Cartografia de Lugares sem Nenhum Interesse. Rio de Janeiro: 7Letras, 2011.

(*) CANUTO, Frederico. Jogos Paisagísticos: Mapas e Atlas como conceitos operativos. IN:RA’EGA. O espaço geográfico em análise. V.30, 2014.

ECO, Umberto. Diário Mínimo. Rio de Janeiro: Record, 2012. p.335-342.

(*) FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2014. p.244-261.

GANZ, Louise. Imaginários da Terra: Ensaios sobre Natureza e Arte na Contemporaneidade. Tese de Doutorado. Escolar de Belas Artes – UFRJ. 2014.

HISSA, Cássio Eduardo Viana. A Mobilidade das Fronteiras. Inserções da Geografia na crise da Modernidade. Belo Horizonte: EdUFMG, 2002. P. 187-198.

SEBALD, W. G. Guerra Aérea e Literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

SOSHAN, Malkit. Atlas of Conflict. Israel – Palestine. Rotterdam: 010 Publishers, 2010.

Manufactured Landscapes. Dir: Edward Burtynscky. 2006.

TAYLOR-FOSTER, James. The Power of the Plan: Drones and Architectural Photography. Archdaily. Jan. 2015.

06. IMAGENS DA GUERRA: CENSO (05/05)

Discussão do Censo/Estatística como operacionalizador massificador humano bem como dos modos de organização internos a própria multidão a partir de operadores sócio-espaciais.

ANDRIOPOULOS, Stefan. Possuídos. Crimes Hipnóticos, Ficção Corporativa e a Invenção do Cinema. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014. P. 153-183.

CLASTRES, Pierre. Sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac Naify, 2012. p.201-231.

(*) CASTRO, Eduardo Viveiros de. No Brasil todo Mundo é Indio, exceto quem não é IN: SZTUTMAN, Renato (org.). Encontros. Eduardo Viveiros de Castro. Rio de Janeiro: Azougue.

DELEUZE, Gilles, PARNET, Claire. Diálogos. Lisboa: Relógio Dágua, 2004. p.51-95.

DELEUZE, Gilles, GUATTARI, Felix. Como construir um Corpo Sem Orgãos? IN: __________Mil Planaltos. p. 199-219.

FOUCAULT, Michel. Ditos e Escritos IV. Estratégia, Poder-Saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012. p. 203-222.

NUNES, Rodrigo, TIRAVANIJA, Rirkrit. Anonimo, Vanguarda, Imperceptível. IN: Revista Serrote. No 24. Nov. 2016.

Ó, Jorge Ramos do. A Arte de governo em Michel Foucault. IN: UNIPOP (org.).Pensamento Crítico Contemporâneo. Lisboa: Edições 70, 2014.

PESSOA, Fernando. O Banqueiro Anarquista. Lisboa: Antígona, 1997.

(*) VIRNO, Paolo. Gramática da Multidão. São Paulo: Annablume, 2013. p.43-73.

THOREAU, H. D. Desobediência Civil.

 

07. SOBRE DEMO-CRACIA: EXPERIENCIAS 01 (12/05)

O municipalismo e o Internacionalismo

BAIRD, Kate Shea, BARCENA, Enric, FERRER, Xavi, ROTH, Laura. O Municipalismo será internacionalista ou não será.

MOUFFE, Chantal, ERREJON, I. Construir Pueblos. Icaria, 2015.

Observatório Metropolitano de Madrid. La Apuesta Municipalista. Madrid: Traficante de Sueños, 2014. Cap 01 + 0 3.

ROLNIK, Raquel. 100 anos de Zoneamento: Ainda faz sentido? Disponível em: https://observasp.wordpress.com/2016/11/29/100-anos-de-zoneamento-ainda-faz-sentido/. Acessado em 08, jan, 2017.

Sobre o Adversário, o Agonismo e as Regras

ASSIS, Ana Paula. Gaming and Insurgencies: Towards Agonistic Participation in the Production of Space IN: Revistas Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais. Vol. 07. N. 03. 2015.

SAFATLE, V. A Esquerda que ousa dizer seu nome. São Paulo: Três estrelas 2013. Cap 03.

SANTOS, Boaventura de Souza. A Dificil Democracia. São Paulo: Boitempo.

TEIXEIRA, Ana Claudia Chaves. Para Além do Voto: Uma narrativa sobre a Democracia Participativa no Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual de Campinas. 2013.

Sobre o Carnaval e a Política

CANUTO, Frederico. Da carnavalização do planejamento urbano para Belo Horizonte-para-a-guerra: da política ao político e vice-versa IN: Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais. Vol. 18. No. 03. 2016.

EHRENREICH, Barbara. Dançando nas Ruas. Uma História do Extase Coletivo. Rio de Janeiro: Record.

JACQUES, Paola Berenstein. Apologia da Deriva. Rio de Janeiro: Casa da Palavra.

08. SOBRE DEMO-CRACIA: EXPERIENCIAS 02 (19/05)

Sobre as Escolas

Acabou a Paz. Isso aqui vai virar o Chile. Direção: Carlos Pronzato.

A Revolta dos Pinguins. Direção: Carlos Pronzato.

CAMPOS, Antonia M., MEDEIROS, Jonas, RIBEIRO, Marcio M. Escolas de Luta. São Paulo: Baderna.

PELBART, Peter Pal. Tudo o que muda com os Secundaristas.

Sobre Indigenações

ACOSTA, Alberto. O Buen Vivir. Uma oportunidade de imaginar outro mundo.

CLASTRES, Pierre. Sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac Naify.

GUARDIOLA, Jorge, QUERO, Fernando Garcia. Bem Viver no Equador: Duas Visões Antegônicas.

FUENTE DIRECTA. Surge o primeiro autogoverno indígena na Bolívia.

Back and Forth: Sobre 2013, redes, multidões e autonomia

CAVA, B. A multidão foi ao deserto: as manifestações no Brasil de 2013 (jun-out). São Paulo: Annablume.

JUDENSNAIDER, Elena, et al. Vinte Centavos. A luta contra o aumento. São Paulo: Veneta, 2013.

NUNES, Rodrigo. Organization of the Organizationless. PML Books.

RICCI, R.; ARLEY, P. Nas ruas: A outra política que emergiu em junho de 2013 . Belo Horizonte: Letramento.

TRABALHOS

01. DOCumentário

documentário da aula
.produção de um documentário da aula.
.somente podem ser usados recursos escritos.
.o documentário deve ser apresentado na aula seguinte
.deve ser entregue uma cópia para cada aluno da sala.
.tamanho máximo: três folhas, frente e verso.
-ele deve ser texto corrido. Deve ser bem organizado e compreensível a qualquer um, pois estará no blog que é de acesso publico!
-É importante que as discussões em sala aparecam de alguma forma. Não adianta ser apenas o que está escrito no quadro em forma de esquemas que apresento. Os exemplos, referências outras filmicas, literárias ou quaisquer outras devem aparecer porque para além do que escrevo no quadro, isso é o que nunca tem visibilidade e esse é o objetivo do documentário.
Uma cópia digital deve ser enviada para urbanismoguerra@gmail.com.
critério de avaliação
-texto: conteúdo
-referências externas
-exemplos esclarecedores

02. Temas

a partir de um dos temas colocados nas aulas 07 e 08 e a bibliografia indicada, produzir um roteiro a ser entregue nos dias 12 e 19/05, que apresente o tema usando os conceitos de:

-guerra

-demo-cracia

-museu

-atlas

-censo

-planejamento e gestão urbanos

Deve ser impressa uma cópia para cada aluno e professor e o trabalho deve ser enviado para urbanismoguerra@gmail.com

03. Narrativa

a partir das ideias de democracia e guerra apresentadas na disciplina bem como de um evento social escolhido a partir das lutas em torno das Jornadas de Junho de 2013, produzir uma narrativa crítica investigativa que coloque em questão os modos como tal momento foi representado – museu, atlas e censo – e sua dimensão sócio-espacial.
.enviar por email e para urbanismoguerra@gmail.com até dia 30/06/17
critérios de avaliação
-texto
-evento escolhido
-representação
-interdisciplinaridade

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