GUERRA DA MOBILIDADE….DESCARTES

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Carros06

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Esta foto é de um monte de carros que sobraram no Porto de Sheerness em Ketn, na Inglaterra. Há centenas de lugares exatamente como este no mundo todo, cheio de carros que as montadoras não conseguiram vender.

Isso é verdade.

Você está vendo uma das muitas reservas de carros não vendidos no mundo

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As pessoas não estão comprando carros no mesmo ritmo de antes da recessão. Quantas famílias que você conhece que ostentam um carro novo a cada ano? Por isso, milhões de carros ficam para morrer nos estacionamentos.

Baltimore, Maryland, EUA

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Bem do lado da estrada Broening em Baltimore, mais de 57.000 carros se encontram num enorme estacionamento. No começo eu me perguntava porque eles não colocavam simplesmente à venda, mas a indústria automobilística não vai reduzir seus preços drasticamente por uma razão: Não é possível vender um carro por 500 dólares e esperar alguém comprar por 15.000 é impossível.

Carros04

Os carros devem ser levados de um monte de concessionárias para dar espaço para a nova produção. O que sobra é um pouco triste? filas e mais filas de carros em perfeito estado.

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A indústria automobilística não pode simplesmente deixar de produzir carros novos. Isso significaria o fechamento de fábricas e demitir a dezenas de milhares de pessoas, além do mais, piorar a recessão. O efeito dominó seria catastrófico para a indústria do aço.

Carros06

Nessa imagem podemos ver dezenas de milhares de carros tomando sol o dia todo na Espanha.

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Quando a oferta supera a procura, alguém fica com o superavit. Depois da recessão, as famílias já não compram um carro novo a cada ano.

São Petersburgo, Rússia

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Carros europeus importados que não conseguiram vender e estão largados para enferrujar em um aeroporto.

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O ciclo de comprar, usar, mudar, se acabou. As pessoas usam seus carros durante muito mais tempo depois de comprados.

Carros10

Lotes aberto ao redor do mundo se converteram um cemitérios improvisados para os carros que não se venderam.

Avonmouth, Reino Unido

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Cada espaço cinza que se vê está cheio de carros sem uso.

Carros12

Corby, Reino Unido

Carros13

Aqui há outro monte de carros que sobraram. Qualquer um se pergunta: por que não reciclam esses carros ou pelo menos não dão para as pessoas pobres?

Porto de Civitavecchia na Itália

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Até pode-se pensar que os fabricantes de automóveis poderiam utilizar pelo menos algumas das partes. Eles ainda acham que vão vender esses carros?

Carros15

Porto de Valencia, Espanha

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Estas imagens são particularmente frustrantes se você está dirigindo um carro velho?

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Os carros, quando expostos ao ar livre, não duram muito tempo.

Carros18

Quando um carro fica ao relento, todos os óleos se vão para o fundo do poço, e logo começa a corrosão e danifica todas as partes internas do motor.

Carros19

A super produção não é só uma falha do sistema nos Estados Unidos ou de uma só fábrica de automóveis, este é um problema mundial. Se não encontram uma maneira de reutilizar esses carros, milhares de carros abandonados continuarão preenchendo espaços vazios. Isso é realmente lamentável.

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DRONES E O DESENHO DO MUNDO

[texto original]

Bondi Beach

Port Grimaud

Córdoba Olive Trees

Niagra Falls

Stelvio Pass

La Plata, Argentina

Viareggio, Italy

Central Park, NYC
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MONOCULTURA

[texto original]

Em São Pedro de Catuçaba, uma vila encravada num dos últimos bolsões caipiras do Estado de São Paulo, os moradores ainda se acocoram para ver a vida passar.

Mas se antes o cenário era de tranquilidade no distrito onde vivem cerca de 800 pessoas, hoje a paisagem é outra: a cada 20 minutos um caminhão pesado e barulhento, cheio de toras de eucalipto, corta a rua principal deixando um rastro de poeira.

Nos últimos meses, o povoado de São Luiz do Paraitinga (a 182 km da capital paulista) virou o centro de uma disputa entre moradores indignados com o vaivém de caminhões e a Fibria, a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, responsável pelos veículos.

Editoria de arte/Folhapress
Vila de Catuçaba
Vila de Catuçaba

A rua Coronel Jordão Monteiro, a principal de Catuçaba, é o único caminho para a empresa escoar a madeira de uma de suas fazendas até Jacareí (a 84 km da capital). A empresa afirma ter consultado a comunidade e os poderes Legislativo e Executivo.

O tráfego de caminhões ali já ficou proibido de 2009 a 2014, após ação da Defensoria Pública alegar danos socioambientais gerados pelo cultivo de eucalipto na região. A restrição foi derrubada na Justiça no ano passado.

Os caminhões voltaram há cerca de três meses e já danificaram calçamento da rua, encanamentos e fiações, causaram fissuras em casas e esburacaram a rodovia estadual Abílio Monteiro de Campos, que dá acesso ao distrito.

Segundo o defensor público Wagner Giron De La Torre, só neste ano o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) gastou R$ 493 mil em reparos na via. “É o contribuinte pagando pelos lucros da Fibria”, afirma. O DER confirma o valor.

Joel Silva/ Folhapress
Caminhão transportando eucaliptos passa por rua de São Pedro de Catuçaba, no interior de SP
Caminhão transportando eucaliptos passa por rua de São Pedro de Catuçaba, no interior de SP

Tanta foi a pressão dos moradores que os vereadores aprovaram, em abril, uma lei que barra os caminhões.

O prefeito Alex Torres (PR), cuja campanha foi 75% financiada pela Fibria, teve 15 dias úteis para decidir se sancionava ou vetava a lei. No 16º dia, ele a vetou, dizendo que a proibição traria prejuízos econômicos à cidade. A decisão, fora do prazo, não valeu.

Por isso, a lei acabou assinada pelo presidente da Câmara nesta terça-feira (19).

Os moradores de Catuçaba comemoram a aprovação da lei, mas temem que a Fibria mantenha o transporte.

Milton Baracho dos Santos, 72, militar reformado que tem uma loja no distrito, afirma que, no último Dia das Mães (10/5), ao voltar de Taubaté, se viu forçado a desviar de um buraco na rodovia. Seu carro derrapou e capotou, ferindo sua mulher e seu neto.

“Tive perda total. Os caminhões não têm condições de passar aqui”, diz.

Segundo os moradores, o tráfego é maior à noite. Dormir tranquilamente é impossível para o pai de Alessandra Cruz, 17. A estudante diz que a cama dele treme a cada caminhão que surge.

Joel Silva/ Folhapress
Moradores observam movimento de caminhões pelas ruas de São Pedro de Catuçaba, em São Luiz do Paraitinga (SP)
Moradores observam movimento de caminhões pelas ruas de São Pedro de Catuçaba, em São Luiz do Paraitinga (SP)

“As paredes de casa têm rachaduras. Um perito da empresa veio aqui e disse que vão arrumar tudo quando o transporte acabar”, afirma.

Para o lavrador José Augusto Salgado, 47, um dos piores problemas é a sujeira. “Tem que limpar o dia todo a casa por causa da poeira”, afirma.

AMEAÇA

Para o professor aposentado de antropologia da Unicamp Carlos Rodrigues Brandão, que pesquisou Catuçaba por seis anos, a atividade da empresa é uma ameaça ao modo de vida dos moradores.

“Aquela região toda, chamada de ‘bolsão caipira’, não sofreu influência da imigração italiana nem do café. Grande parte dos filmes de Mazzaropi foi inspirada na região. É um reduto de tradições populares muito importante.”

Um projeto de lei, propondo o tombamento da vila, deve ser discutido na Câmara de São Luiz ainda neste mês.