SOBRE CIRCULAR

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Foi liberado na madrugada desta sexta-feira o trecho da estrada de ferro Vitória a Minas, da empresa Vale, que havia sido bloqueado na tarde passada por ordem do prefeito de Baixo Gundu (ES), Neto Barros (PcdoB), em protesto contra a falta de plano emergencial para conter danos da poluição do Rio Doce causada pelo rompimento das barragens em Mariana, Região Central de Minas.

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Segundo a assessoria de imprensa da Vale no Espírito Santo, a empresa conseguiu uma ação de reintegração de posse na Justiça para a liberação da ferrovia, e a ordem foi cumprida hoje. Os trens já circulam normalmente.

O prefeito de Baixo Guandu usou duas retroescavadeiras, uma pá mecânica e uma motoniveladora da administração municipal para fazer o bloqueio, que começou no fim da tarde de quinta-feira. Os equipamentos foram colocados na passagem de nível da ferrovia na cidade.

O protesto liderado pelo prefeito recebeu o apoio da população, ansiosa diante da falta de qualquer comunicado por parte da Samarco sobre um plano de emergência diante do risco de desabastecimento de água. A lama ainda não tomou conta das águas do Rio Doce no município, impedindo a captação de água, mas o temor acomete os moradores.

O prefeito Neto Barros foi procurado, mas não foi encontrado. Em mensagem no Facebook, o prefeito da cidade de 30 mil habitantes já havia detalhado o plano. “Comunicamos à Vale e à sociedade que a prefeitura colocará suas máquinas sobre os trilhos da estrada de ferro Vitória a Minas e paralisará o transporte de minério de ferro”, escreveu. Barros afirma que a situação visa expor e a responsabilizar a empresa pelo “crime ambiental” cometido na região.

VALE E SAMARCO PROCURAM PREFEITO
Nesta sexta-feira, representantes da empresa e da Samarco procuraram o prefeito e eles devem se reunir ainda hoje. Pela manhã, eles visitaram uma obra da cidade, que está em andamento, para captação de água do Rio Guandu, para o caso do trecho do Rio Doce ser atingido pela lama.

A prefeitura explica que atualmente a captação de água do município é feita pelo Rio Doce. A mancha de lama está em Resplendor e já se aproxima da reserva da usina de Aimorés, na cidade vizinha a Baixo Guandu. Foi feita uma coleta de água na cidade e o resultado dos exames deve sair amanhã.

Até o momento, a captação do Rio Doce ocorre normalmente. Caso a obra de captação do Rio Guandu, que sofre com a seca, não fique pronta, já foi feita uma parceria com a cidade de Aimorés, que vai ceder o recurso do Rio Manhuaçu para o município. A água será levada em caminhos auto-tanque para ser tratada no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Guandu, e distribuída pela população em caminhões-pipa.

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EQUADOR E O BEM VIVER: RELACIONAMENTOS

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Oil and gas blocks in Ecuador

Ecuador is planning to auction off three million of the country’s 8.1 million hectares of pristine Amazonian rainforest to Chinese oil companies, Jonathan Kaiman of The Guardian reports.

The report comes as oil pollution forced neighbouring Peru to declare an environmental state of emergency in its northern Amazon rainforest.

Ecuador owed China more than $7 billion — more than a tenth of its GDP — as of last summer.

In 2009 China began loaning Ecuador billions of dollars in exchange for oil shipments. It also helped fund two of the country’s biggest hydroelectric infrastructure projects, and China National Petroleum Corp may soon have a 30 per cent stake in a $10 billion oil refinery in Ecuador.

“My understanding is that this is more of a debt issue – it’s because the Ecuadoreans are so dependent on the Chinese to finance their development that they’re willing to compromise in other areas such as social and environmental regulations,” Adam Zuckerman, environmental and human rights campaigner at California-based NGO Amazon Watch, told the Guardian.

The seven indigenous groups who live on the land are not happy, especially because last year a court ruled that governments must obtain “free, prior, and informed consent” from native groups before approving oil activities on their indigenous land.

“They have not consulted us, and we’re here to tell the big investors that they don’t have our permission to exploit our land,” Narcisa Mashienta, a leader of Ecuador’s Shuar people, said in a report.

Dan Collyns of The Guardian reports that “indigenous people living in the Pastaza river basin near Peru’s border with Ecuador have complained for decades about … pollution,” which has been caused by high levels of petroleum-related compounds in the area. The Argentinian company Pluspetrol has operated oil fields there since 2001.