DISCIPLINA NPGAU – URBANISMO GUERRA II – 2sem2015

01.O URBAN(ISMO) E A GUERRA: FUNDAMENTOS

Discussão dos principais conceitos a serem utilizados na disciplina e sua operacionalização genealógica.

HISTÓRIA, MEMÓRIA E NARRATIVA

BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica. Arte e Política. São Paulo: Brasiliense 1997.

BRANCO, Lúcia Castello (org.). A Tarefa do Tradutor, de Walter Benjamin. Quatro Traduções para o português. Belo Horizonte: FALE, 2008.

BURKE, Peter. A História dos Acontecimentos e o Renascimento da Narrativa IN: BURKE, Peter (org.). A Escrita da História. Novas Perspectivas. São Paulo: UNESP, 1992.

LEVI, Giovanni. Microhistória. IN: BURKE, Peter (org.). A Escrita da História. Novas Perspectivas. São Paulo: UNESP, 1992.

URBANO(ISMO)

LEFEBVRE, Henri. A Revolução Urbana. Belo Horizonte: EdUFMG, 1999.

BRENNER, Neil. Implosion/Explosion. Berlim: Jovis, 2014.

LEFEBVRE, Henri. The Production of Space. Blackwell, 1995.

WIRTH, Louis. Urbanismo como Modo de Vida IN: VELHO, Otávio (org.). O Fenômeno Urbano. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1976.

DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetaculo. Comentários sobre a sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

A GUERRA

CASTRO, Edgardo. Introdução a Michel Foucault. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.

CLASTRES, Pierre. Arqueologia da Violência. Pesquisas de Antropologia Política. São Paulo; Cosac Naify, 2011.

CLAUSEWITZ, Carl Von. Da Guerra. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Comentários sobre a sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

FOUCAULT, Michel. Ditos e Escritos IV. Estratégia, Poder-Saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012. p.175-188, 223-252, 281-305.

FOUCAULT, Michel. Ditos e Escritos VIII. Segurança, Penalidade e Prisão. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012. p. 29-36, 53-58.

FOUCAULT, Michel. Em Defesa da Sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2014. p.234-277.

FOUCAULT, Michel. Segurança, Território e Governamentalidade. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

GRAHAM, Stephen. Cities under Siege. The New Militarian Urbanism. London: Verso, 2010.

HAESBERT, Rogério. Viver no Limite. Território e multi/transdisciplinaridade em tempos de in-segurança e contenção. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2014. p. 155-180.

LAMBERT, Leopold (ed.) The Funambulist Papers. Volume 02. Foucault. Brooklyn: Punctum books, 2013.

Ó, Jorge Ramos do. A Arte de governo em Michel Foucault. IN: UNIPOP (org.). Pensamento Crítico Contemporâneo. Lisboa: Edições 70, 2014.

RICARDO, Pablo Alexandre Gobira de Souza. Guy Debord, Jogo e Estratégia: Uma Teoria Crítica da Vida. Tese de Douturado. Faculdade de Letras, UFMG, Belo Horizonte, 2012.

SOUZA, Marcelo Lopes de. Fobópole. O Medo generalizado e a militarização da questão urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. p. 140-166.

TAVARES, Gonçalo M. A Máquina de Joseph Walser. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

TIBLE, Jean. Marx Selvagem. São Paulo: Annablume, 2013.

Os Agenciamentos, Dispositivos e Inoperositá

AGAMBEN, Giorgio. Nudez. Lisboa: Relógio Dagua, 2006. p.107-130.

AGAMBEN, Giorgio. O que é um Dispositivo. IN: _____________. O que é o Contemporâneo? E outros ensaios. Chapecó: Argos, 2009.

AGAMBEN, Giorgio. O Reino e a Glória. Uma Genealogia Teológica da Economia e do Governo. São Paulo: Boitempo, 2011. p.273-275.

ANDERSON, Benedict. Comunidades Imaginadas. Reflexões sobre a origem e difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

CAVELLETI, Andrea. Inoperositá e a aitividade humana. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2013/09/inoperosidade-e-atividade-humana/, acessado em 02 de abril de 2015.

DELEUZE, Gilles. O que é um Dispositivo? IN: _________. O mistério de Ariana. Ed. Vega – Passagens . Lisboa, 1996. p.83-96.

Fundamentals Catalogue. 14th International Architecture Exhibition. Venice, 2014.

GUMBRETCH, Hans Ulrich. Atmosfera, Ambiência, Stimmung. Sobre um potencial oculto da Literatura. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014.

No!. Direção: Pablo Arraín.

NASCIMENTO, Daniel Arruda. Do conceito de Inoperosidade no recente vulgo de Giorgio Agamben. IN: Cadernos de Ética E Filosofia Política. São Paulo, 2010. 17:79-101

NEGRI, Antonio. Giorgio Agamben: Só a inoperositá é soberana. Disponível em: http://uninomade.net/tenda/giorgio-agamben-inoperosidade-e-soberana/, acessado em 02 de abril de 2015.

PELLEJERO, Eduardo. A Postulação da Realidade. Filosofia, Literatura e Política. Lisboa: Vendaval, 2009. p. 121-134.

The Law in these parts. Direção: Ra’aan Alexandrowicz.

Um Lugar ao Sol. Direção: Gabriel Mascaró.

WEINAMNN, Amadeu de Oliveira. Dispositivo: Um solo para a Subjetivação.

02.DRONES

Esta unidade pretende discutir o Urbanismo de Guerra a partir do distanciamento entre aqueles que governam, planejam e gerenciam o território e aqueles que o vivem, abordando questòes envolvendo a idéia de paisagem, do efeito estético naqueles que governam e naqueles que vivem os lugares e da política territorial construída.

Referências:

ABALOS, Iñaki. O que é a Paisagem. Vitruvius. Fev. 2005.

BRENNER, Neil. Implosion/Explosion. Berlim: Jovis, 2014.

CHAMAYOU, Gregoire. Teoria do Drone. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

FORENSIS. The Architeture of Public Truth. Berlin: Sternberg Press, Forensic Architecture, 2014.

HERSCHER, Andrew. From Target to Witness: Architexture, Satellite Surveillance, Human Rights IN: KENZARI, Bechir (org.). Architeture and Violence. Barcelona: Actar, 2012.

KOOLHAAS, Rem. The Smart Landscape – Intelligent Architecture. Artforum. Abril 2015.

SEBALD, W. G. Guerra Aérea e Literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

SOSHAN, Malkit. Atlas of Conflict. Irael – Palestine. Rotterdam: 010 Publishers, 2010.

Manufactured Landscapes. Dir: Edward Burtynscky. 2006.

TAYLOR-FOSTER, James. The Power of the Plan: Drones and Architectural Photography. Archdaily. Jan. 2015.

03.GUERRAS E GUERRILHAS

Neste momento, a partir dos eventos ocorridos em 2013 em diversas cidades do Brasil e mesmo em anos anteriores em praças e ruas pelo mundo – Turquia, Espanha, Grécia, pretende-se discutir a ambiguidade do Urbanismo de Guerra: como eliminação do outro e como afirmação de si a partir de estratégias e táticas espaciais

Referências:

AMADEU, S.; PIMENTEL, T. F. Cartografia de espaços híbridos: as manifestações de junho de 2013. Texto disponível em: <http://interagentes.net/2013/07/11/cartografia-de-espacos- hibridos-as-manifestacoes-de-junho-de-2013/>. 10 de julho de 2013

BRAGA, R. As jornadas de junho no Brasil: Crônica de um mês inesquecível . Observatorio Social de América Latina, n. 34, novembro de 2013. p. 51-61

CAVA, B. A multidão foi ao deserto: as manifestações no Brasil de 2013 (jun-out). São Paulo : Annablume, 2013.

CAVA, B. COCCO, G. Amanhã vai ser Maior. O levante da Multidão no ano que não terminou. São Paulo: Annablume, 2014.

CLASTRES, Pierre. Arqueologia da Violência. Pesquisas de Antropologia Política. São Paulo; Cosac Naify, 2011.

HARVEY, David. Cidades Rebedes. Do Direito a Cidade a Revolução Urbana. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

JUDENSNAIDER, Elena, et al. Vinte Centavos. A luta contra o aumento. São Paulo: Veneta, 2013.

MALINI, F. A Batalha do Vinagre: por que o #protestoSP não teve uma, mas muitas hashtags. Laboratório sobre Estudos de Imagem e Cibercultura (UFES). Texto disponível em: <http://www.labic.net/cartografia-das-controversias/a-batalha- do-vinagre-por-que-o-protestosp-nao-teve-uma-mas-muitas- hashtags/>. 14 de junho de 2013.

NUNES, R. A organização dos sem organização: oito conceitos para pensar o ‘inverno brasileiro‘ Le Monde Diplomatique Brasil, 2013.

PARRA, H. Z. M. Jornadas de Junho: uma sociologia dos rastros para multiplicar a resistência. Revista Pensata, v. 3, n. 1, novembro de 2013. p. 141-150.

RICCI, R.; ARLEY, P. Nas ruas: A outra política que emergiu em junho de 2013 . Belo Horizonte: Letramento, 2014.

ROMAO, W. M. As Manifestações de Junho e os Desafios à Participação Institucional . Boletim de Análise Político-Institucional, n. 4, 2013, p.

SAFATLE, V. A Esquerda que ousa dizer seu nome. São Paulo: Três estrelas 2013.

SAKAMOTO, L. Em São Paulo, o Facebook e o Twitter foram às ruas. In: v.v.a.a. Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo, 2013.

SECCO, L. As jornadas de junho. In: Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo, 2013.

SILVA, R. H. A. Ruas e Redes. Dinâmica dos Protestos BR. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.

SINGER, A. Brasil, junho de 2013: Classes e ideologias cruzadas. Novos Estudos, n. 97, novembro de 2013. p. 23-40.

v.v.a.a. Escavar o Futuro. Belo Horizonte: Fundação Clóvis Salgado, 2014.

ZIBECHI, R. Debajo y detrás de las grandes movilizaciones. Observatorio Social de América Latina, n. 34, novembro de 2013. p. 15-35.

Organizar para Desorganizar…e vice versa

Fundamentals Catalogue. 14th International Architecture Exhibition. Venice, 2014.

No!. Direção: Pablo Arraín.

NUNES, Rodrigo. Como não ler Foucault  Deleuze? Ou: Para ler Deleuze e Foucault politicamente. IN: Princípio. Revista de Filosofia. Natal (RN), v. 20, n. 33 Janeiro/Junho de 2013, p. 557-582.

NUNES, Rodrigo. Organisation of the Organizationless: Collective Action after Networks. PML Books, 2014.

Paisaje Transversal. Soy arquitecto y no contruyo: Bienevidos al urbanismo del futuro. 2014.

The Law in these parts. Direção: Ra’aan Alexandrowicz.

Um Lugar ao Sol. Direção: Gabriel Mascaró.

04.CIRCULAÇÃO

Lutar, conquistar e manter o território ganho são fases políticas de uma mesma situação: a guerra. Tais estados em constante reorganização só são possíveis se houver uma rede de circulação de suprimentos, afetos e idéias que possibilita a criação, organização e produção de uma vida neste momento. Sendo assim, esta unidade pretende discutir a circulação como agenciamento que possibilita o estado permanente de uma política de guerra.

Referências:

BEIGUELMAN, Giselle, LA FERLA, Jorge. Nomadismos Tecnológicos. São Paulo SENAC, 2011.

BOOM, Irma, TRUBY, Stephan, WELERMANN, Hans, MCLEOD, Kevin, KOOLHAAS, Rem, AMO, Harvard Graduate School of Design. Corridor.

BOOM, Irma, KOOLHAAS, Rem, AMO, Harvard Graduate School of Design. Door.

CAUTER, Lieven de. The Capsular Civilization.

GUARNACCIA, Matteo. Provos. Amsterdan e o Nascimento da Contracultura. São Paulo; Conrad, 2001.

GRAHAM, Stephen. Cities under Siege. The New Militarian Urbanism. London: Verso, 2010.

HARDT, M. NEGRI, A. Multidão. Rio de Janeiro: Record, 2011.

LUDD, Ned. Apocalipse Motorizado. A Tirania do Automóvel em um Ambiente Poluído. São Paulo: Conrad, 2004.

Ó, Jorge Ramos do. A Arte de governo em Michel Foucault. IN: UNIPOP (org.). Pensamento Crítico Contemporâneo. Lisboa: Edições 70, 2014.

OLIVEIRA, Patrick. O Uber e o mito da Panaceia Tecnologica. Revista Carta Capital. 19/07/2015.

PHOENIX, Woodrow. Autocracia. São Paulo: Veneta, 2014.

Revolta do Buzão.

VIRNO, Paolo. Gramática da Multidão. São Paulo: Annablume, 2013. p.55-75.

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