DISCIPLINA NPGAU – URBANISMO GUERRA III – 1sem2016

01.O URBAN(ISMO) E A GUERRA: FUNDAMENTOS

Discussão dos principais conceitos a serem utilizados na disciplina e sua operacionalização genealógica.

URBANO(ISMO)

BRENNER, Neil (ed.). Implosion/Explosion. Berlim: Jovis, 2014.

LEFEBVRE, Henri. A Revolução Urbana. Belo Horizonte: EdUFMG, 1999.

LEFEBVRE, Henri. O Direito a Cidade. São Paulo: Centauro, 2001.

LEFEBVRE, Henri. The Production of Space. Blackwell, 1995

TSCHUMI, Bernard. Architecture and Disjunction. MIT Press, 1996.

WIRTH, Louis. Urbanismo como Modo de Vida IN: VELHO, Otávio (org.). O Fenômeno Urbano. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1976.

A GUERRA

AGAMBEN, Giorgio. Stasis.

CASTRO, Edgardo. Introdução a Michel Foucault. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.

CLASTRES, Pierre. Arqueologia da Violência. Pesquisas de Antropologia Política. São Paulo; Cosac Naify, 2011.

CLASTRES, Pierre. Sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac Naify, 2006.

CLAUSEWITZ, Carl Von. Da Guerra. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetaculo. Comentários sobre a sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

FOUCAULT, Michel. Ditos e Escritos IV. Estratégia, Poder-Saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012. p.175-188, 223-252, 281-305.

FOUCAULT, Michel. Ditos e Escritos VIII. Segurança, Penalidade e Prisão. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012. p. 29-36, 53-58.

FOUCAULT, Michel. Em Defesa da Sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2014. p.234-277.

FOUCAULT, Michel. Segurança, Território e Governamentalidade. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

HAESBERT, Rogério. Viver no Limite. Território e multi/transdisciplinaridade em tempos de in-segurança e contenção. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2014. p. 155-180.

LAMBERT, Leopold (ed.) The Funambulist Papers. Volume 02. Foucault. Brooklyn: Punctum books, 2013.

Ó, Jorge Ramos do. A Arte de governo em Michel Foucault. IN: UNIPOP (org.).Pensamento Crítico Contemporâneo. Lisboa: Edições 70, 2014.

RICARDO, Pablo Alexandre Gobira de Souza. Guy Debord, Jogo e Estratégia: Uma Teoria Crítica da Vida. Tese de Douturado. Faculdade de Letras, UFMG, Belo Horizonte, 2012.

SEBALD, W. G. Guerra Aérea e Literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

TAVARES, Gonçalo M. A Máquina de Joseph Walser. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

02.GUERRAS E GUERRILHAS:

MILITARIZAÇÃO DA VIDA

Neste momento, a partir dos eventos ocorridos em 2013 em diversas cidades do Brasil e mesmo em anos anteriores em praças e ruas pelo mundo – Turquia, Espanha, Grécia, pretende-se discutir a ambiguidade do Urbanismo de Guerra: como eliminação do outro e como afirmação de si a partir de estratégias e táticas espaciais e da militarização extensiva do tecido sócio-espacial.

Intro

Al Jazeera. Eyal Weizman.Rebel Architecture:  Architecture of Violence. 2014.

Bibliografia

Militarização da Vida

DUARTE, André. Poder Soberano, Terrorismo de Estado e Biopolítica: fronteiras cinzentas IN: BRANCO, Guilherme Castelo. (org.). Terrorismo de Estado. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

GRAHAM, Stephen. The New Military Urbanism IN: __________Cities under Siege. The New Militarian Urbanism. London: Verso, 2010.

HERSCHER, Andrew. From target to witness: Architecture , Satellite Surveillance, Human Rights. IN: KENZARI, Bechir. (ed.) Architecture and Violence. Barcelona: Actar.

NUNES, Rodrigo. Organisation of the Organizationless: Collective Action after Networks. PML Books, 2014.

SOUZA, Marcelo Lopes de. Fobópole. O Medo generalizado e a militarização da questão urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008. p. 140-166.

WEIZMAN, Eyal. Atraves de los muros. Madrid: Errata, 2007.

2013:

AMADEU, S.; PIMENTEL, T. F. Cartografia de espaços híbridos: as manifestações de junho de 2013. Texto disponível em: <http://interagentes.net/2013/07/11/cartografia-de-espacos- hibridos-as-manifestacoes-de-junho-de-2013/>. 10 de julho de 2013

AVRITZER, Leonardo. Impasses da Democracia do Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.

BRAGA, R. As jornadas de junho no Brasil: Crônica de um mês inesquecível . Observatorio Social de América Latina, n. 34, novembro de 2013. p. 51-61

CAVA, B. A multidão foi ao deserto: as manifestações no Brasil de 2013 (jun-out). São Paulo : Annablume, 2013.

CAVA, B. COCCO, G. Amanhã vai ser Maior. O levante da Multidão no ano que não terminou. São Paulo: Annablume, 2014.

HARVEY, David. Cidades Rebedes. Do Direito a Cidade a Revolução Urbana. São Paulo: Martins Fontes, 2014.

JUDENSNAIDER, Elena, et al. Vinte Centavos. A luta contra o aumento. São Paulo: Veneta, 2013.

MALINI, F. A Batalha do Vinagre: por que o #protestoSP não teve uma, mas muitas hashtags. Laboratório sobre Estudos de Imagem e Cibercultura (UFES). Texto disponível em: <http://www.labic.net/cartografia-das-controversias/a-batalha- do-vinagre-por-que-o-protestosp-nao-teve-uma-mas-muitas- hashtags/>. 14 de junho de 2013.

NUNES, R. A organização dos sem organização: oito conceitos para pensar o ‘inverno brasileiro‘ Le Monde Diplomatique Brasil, 2013.

PARRA, H. Z. M. Jornadas de Junho: uma sociologia dos rastros para multiplicar a resistência. Revista Pensata, v. 3, n. 1, novembro de 2013. p. 141-150.

RICCI, R.; ARLEY, P. Nas ruas: A outra política que emergiu em junho de 2013 . Belo Horizonte: Letramento, 2014.

ROMAO, W. M. As Manifestações de Junho e os Desafios à Participação Institucional . Boletim de Análise Político-Institucional, n. 4, 2013, p.

SAFATLE, V. A Esquerda que ousa dizer seu nome. São Paulo: Três estrelas 2013.

SAKAMOTO, L. Em São Paulo, o Facebook e o Twitter foram às ruas. In: v.v.a.a. Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo, 2013.

SECCO, L. As jornadas de junho. In: Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo, 2013.

SILVA, R. H. A. Ruas e Redes. Dinâmica dos Protestos BR. Belo Horizonte: Autêntica, 2014.

SINGER, A. Brasil, junho de 2013: Classes e ideologias cruzadas. Novos Estudos, n. 97, novembro de 2013. p. 23-40.

v.v.a.a. Escavar o Futuro. Belo Horizonte: Fundação Clóvis Salgado, 2014.

ZIBECHI, R. Debajo y detrás de las grandes movilizaciones. Observatorio Social de América Latina, n. 34, novembro de 2013. p. 15-35.

Organizar para Desorganizar…e vice versa

Fundamentals Catalogue. 14th International Architecture Exhibition. Venice, 2014.

No!. Direção: Pablo Arraín.

NUNES, Rodrigo. Como não ler Foucault  Deleuze? Ou: Para ler Deleuze e Foucault politicamente. IN: Princípio. Revista de Filosofia. Natal (RN), v. 20, n. 33 Janeiro/Junho de 2013, p. 557-582.

NUNES, Rodrigo. Organisation of the Organizationless: Collective Action after Networks. PML Books, 2014.

Paisaje Transversal. Soy arquitecto y no contruyo: Bienevidos al urbanismo del futuro. 2014.

The Law in these parts. Direção: Ra’aan Alexandrowicz.

Um Lugar ao Sol. Direção: Gabriel Mascaró.

03.AGENCIAMENTOS, DISPOSITIVOS E INOPERÂNCIAS

Como denominar a rede de agentes, atores e práticas que permeiam, contróem e produzem o espaço socialmente vivido da cidade? Como eles agem? Como re-desenhá-los?

INTRO

Al Jazeera. The Pedreiro and the Master Planner. 2014.

Bibliografia

AGAMBEN, Giorgio. Nudez. Lisboa: Relógio Dagua, 2006. p.107-130.

AGAMBEN, Giorgio. O que é um Dispositivo. IN: _____________. O que é o Contemporâneo? E outros ensaios. Chapecó: Argos, 2009.

AGAMBEN, Giorgio. O Reino e a Glória. Uma Genealogia Teológica da Economia e do Governo. São Paulo: Boitempo, 2011. p.273-275.

ANDERSON, Benedict. O censo, o mapa e o museu IN: _____________Comunidades Imaginadas. Reflexões sobre a origem e difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

CAVELLETI, Andrea. Inoperositá e a atividade humana. Revista Cult. No 180.

DELEUZE, Gilles. O que é um Dispositivo? IN: _________. O mistério de Ariana. Ed. Vega – Passagens . Lisboa, 1996. p.83-96.

Fundamentals Catalogue. 14th International Architecture Exhibition. Venice, 2014.

GANZ, Louise. Imaginários da Terra: Ensaios sobre Natureza e Arte na Contemporaneidade. Tese de Doutorado. Escolar de Belas Artes – UFRJ. 2014.

GUMBRETCH, Hans Ulrich. Atmosfera, Ambiência, Stimmung. Sobre um potencial oculto da Literatura. Rio de Janeiro: Contraponto, 2014.

No!. Direção: Pablo Arraín.

NASCIMENTO, Daniel Arruda. Do conceito de Inoperosidade no recente vulgo de Giorgio Agamben. IN: Cadernos de Ética E Filosofia Política. São Paulo, 2010. 17:79-101

NEGRI, Antonio. Giorgio Agamben: Só a inoperositá é soberana.

PELLEJERO, Eduardo. A Postulação da Realidade. Filosofia, Literatura e Política. Lisboa: Vendaval, 2009. p. 121-134.

SANTOS, Boaventura de Souza, MENESES, Maria Paula, NUNES, João Arriscado. Para ampliar o cânone da ciência: A diversidade epistemológica do mundo IN: SANTOS, Boaventura de Souza (org.). Semear outras soluções: os caminhos da biodiversidade e dos conhecimentos rivais. Rio de Janeiro: Civilizacão Brasileira, 2005. p.21-121.

The Law in these parts. Direção: Ra’aan Alexandrowicz.

Um Lugar ao Sol. Direção: Gabriel Mascaró.

VIRNO, Paolo. Gramática da Multidão. São Paulo: Annablume, 2013. p.43-73.

WEINAMNN, Amadeu de Oliveira. Dispositivo: Um solo para a Subjetivação.

04.DEMOCRACIAS

Se a guerra e a política tem relações de interdependência, a democracia não é seu contrário, mas meio de continuação de um conflito (não)armado que se estende. Mas se outras guerras são possíveis, a democracia também é seu catalisador de produção de autonomias e soberanias.

Intro

Grand Soirs et Petit Matins. Os dias de maio. Direção: William Klein. 1978.

Bibliografia

CASTRO, Eduardo Viveiros de. O Conceito de Sociedade em Antropologia. IN: ____________A Inconstância da Alma Selvagem. São Paulo; Cosac Naify, 2011.

MOUFFE, Chantal. Sobre o Político. São Paulo: Martins Fontes, 2015.

MOUFFE, Chantal. The Democratic Paradox. New York: Verso, 2000. Introdução + cap 01.

MOUFFE, Chantal, ERREJON, I. Construir Pueblos. Icaria, 2015.

Observatório Metropolitano de Madrid. La Apuesta Municipalista. Madrid: Traficante de Sueños, 2014. Cap 01 + 0 3.

RANCIERE, Jacques. O Desentendimento. Política e Filosofia. São Paulo: 34, 1996. cap 01 + 02.

RANCIERE, Jacques. Ódio a Democracia. São Paulo: Boitempo, 2015.

STRATHEIM, Marilyn. O Conceito de Sociedade está teoricamente obsoleto? IN: _____________O Efeito Etnográfico. São Paulo: Cosac Naify, 2014.

TRABALHOS

01. DOCumentário

documentário da aula
.produção de um documentário da aula.
.somente podem ser usados recursos escritos.
.o documentário deve ser apresentado na aula seguinte
.deve ser entregue uma cópia para cada aluno da sala.
.tamanho máximo: três folhas, frente e verso.
-ele deve ser texto corrido. Deve ser bem organizado e compreensível a qualquer um, pois estará no blog que é de acesso publico!
-É importante que as discussões em sala aparecam de alguma forma. Não adianta ser apenas o que está escrito no quadro em forma de esquemas que apresento. Os exemplos, referências outras filmicas, literárias ou quaisquer outras devem aparecer porque para além do que escrevo no quadro, isso é o que nunca tem visibilidade e esse é o objetivo do documentário.
Uma cópia digital deve ser enviada para urbanismoguerra@gmail.com.
critério de avaliação
-texto: conteúdo
-referências externas
-exemplos esclarecedores

02. APRESentação

.cada aluno se responsabiliza por apresentar o texto, de forma breve, nas aulas seguintes; os não responsáveis, devem produzir duas perguntas/questões
.deverá ser entregue um roteiro ou relatório ou qualquer outra forma escrita para a apresentação para cada aluno da sala.
.tamanho máximo: não especificado, mas tendo como condicionante uma duração que não ultrapasse 30 minutos.
.uma cópia digital deve ser enviada para urbanismoguerra@gmail.com
critério avaliação
-texto: conteúdo
-referencias externas
-exemplos esclarecedores

03. Narrativa

a partir do dispositivo escolhido e seu agenciamento e posterior inoperosidade, bem como de um evento social escolhido, produzir uma narrativas investigativa em qualquer forma, inclusive projeto de pesquisa.
.enviar por email, em formato jpg pagina a pagina, para urbanismoguerra@gmail.com
critérios de avaliação
-texto
-evento escolhido
-relação dispositivo – agenciamento – inoperância
-interdisciplinaridade

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