OP VENEZUELANO

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A “revolução bolivariana” tão desejada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez aposta na democracia participativa e não mais na democracia representativa. No momento em que o chefe do Estado chamou para si o poder de legislar e com um Congresso reduzido em suas atividades, milhares de conselhos comunais têm a missão de canalizar a participação das bases. A reportagem é do Le Monde, 24-4-2007. A tradução é do Cepat.

Conselho comunal, explosão do poder popular“, anuncia o cartaz vermelho preso a uma porta da cantina escolar que foi transformada numa sala de reunião. Lá fora, as ruelas se espalham pela montanha que paira sobre o centro de Caracas.

Antes mesmo que comece a reunião do conselho comunal de San Agustin Sur, o debate começa entre a dezena de participantes. Três jovens mulheres gostariam de reformar o jardim de infância. Outros acham que a construção de lixões é mais urgente.

“Antes, eram os funcionários e os políticos corruptos que decidiam. Agora, o conselho comunal toma conta da situação”, diz Efrain Antonio Gonzalez. Aos 56 anos, ele acaba de conquistar o seu diploma de estudos do segundo grau graças às “missões” educativas implantadas por Hugo Chávez. “O presidente já disse: `Todo o poder para o povo`”. “A revolução agora vai para frente”, fala, com orgulho. Uma vizinha o interrompe: “Em vez de ficar conversando, Chávez deveria exigir resultados dos seus ministros”. O tom da discussão torna-se um pouco mais forte.

Reeleito com 62,8% dos votos em 3 de dezembro de 2006, Chávez optou por apressar a construção do “socialismo do século 21” que vai inventando no decorrer dos seus discursos. Uma lei conhecida pelo nome de “habilitante” permite que legisle por decreto durante 18 meses. “O presidente Hugo Chávez quer passar o poder para a base. Os conselhos comunais são os canais de expressão desta democracia direta que deve incrementar a democracia representativa”, explica o novo vice-presidente da República, Jorge Rodriguez.

Os venezuelanos que apóiam a “revolução bolivariana” de Hugo Chávez enxergam no poder comunal um poderoso agente de transformação social e política. Aqueles que a temem também. Desde a adoção da lei que os criou em 2006, mais de 18 mil conselhos comunais – rurais e urbanos – já surgiram. Eles deverão atingir o número de 30 mil. Previsto para reunir entre 200 e 400 famílias que vivem numa mesma área, o conselho comunal, diferentemente das instituições tradicionais, define as suas fronteiras. A idade mínima para votar foi reduzida para 15 anos.

“Convencido da inoperância da sua administração pública e da corrupção, Hugo Chávez tenta provocar um curto-circuito nas instituições do Estado para se apoiar diretamente no povo”, explica Ana Maria San Juan – politóloga.

De acordo com a vice-presidência da República, os conselhos comunais receberam, em 2006, o equivalente em bolívares a 1,2 bilhão de euros (R$ 3,3 bilhões). E receberão mais que o dobro desta quantia em 2007, para reformar as calçadas aqui ou construir um centro para a juventude ali. “A revolução tem idéias e dispõe de muitos meios. O entusiasmo das pessoas faz o resto”, argumenta Hipólito Moreno, um colombiano vindo para trabalhar na implantação de um programa de renovação urbana.

Uma garçonete num pequeno bar do centro de Caracas, Dibisay conta que em Bello Monte, onde ela vive, o conselho comunal não foi constituído por falta de quorum nas reuniões. “As pessoas não acreditam ou não estão nem aí”, comenta. A patroa do estabelecimento acrescenta que no seu bairro, “os chavistas assumiram o controle do conselho”.

Na oposição, não faltam os que vêem nos conselhos comunais um instrumento de “cubanização” da Venezuela. “As declarações de alguns altos-funcionários dão margem à confusão, uma vez que eles apresentam os conselhos comunais como o prolongamento local da política governamental, ou ainda como a célula de base do novo partido”, destaca Elias Santana, diretor da Escola dos Cidadãos, uma organização sem fins lucrativos que promove a vida associativa e a participação popular. Elias Santana defende as suas teses nas páginas do El Nacional e da Tal Cual, dois diários favoráveis à oposição.

Segundo ele, “os conselhos comunais fazem parte de um movimento mais amplo e e dinâmico na América Latina, que tenta, principalmente por meio das experiências de “orçamento participativo”, aproximar a tomada de decisão política dos cidadãos”. Diferentemente dos “círculos bolivarianos”, aquelas associações que foram promovidas por um tempo por Hugo Chávez e que hoje estão praticamente desaparecidas, os conselhos comunais são concebidos como instituições.

“Grande como a França e a Alemanha juntas, a Venezuela conta atualmente com 335 municípios. Apenas a França mais de 36 mil” lembra Temir Porras, um alto-funcionário formado na França, na ENA (Escola Nacional de Administração). O vice-presidente venezuelano comenta, sorrindo: “Está vendo? Vocês então já têm os seus conselhos comunais!”

Mas, existe um problema que não é pequeno. Na Venezuela, os conselhos comunais são diretamente vinculados à presidência da República. A “comissão presidencial do poder comunal” decide, portanto, sobre a destinação dos fundos. Os mais fervorosos defensores do poder popular se mostram preocupados com isso. É o caso de Roland Denis, um antigo ministro do planejamento, que estima que “o caudilhismo do regime pode se ver reforçado com isso”. Ele considera, entretanto, que a criação dos conselhos comunais representa “uma esperança histórica de acabar de uma vez por todas com as estruturas do Estado burguês”.

Como articular os conselhos comunais com as instituições do Estado – as administrações regionais e as prefeituras -, das quais alguns revolucionários já pedem a extinção? Como conciliar a democracia direta com as necessidades do planejamento a longo prazo? Como evitar que políticos e burocratas controlem os conselhos comunais? “Muitas respostas ainda precisam ser encontradas”, admite o vice-presidente Rodriguez.

Bem que os conselhos comunais poderiam oferecer um novo quadro de ação para a oposição venezuelana, ausente da Assembléia Nacional por ter se retirado das eleições legislativas em 2005. “Para evitar que a Sua Majestade Chávez nos controle e nos vigie, assim como faz Fidel Castro, vamos aplicar uma regra elementar do judô: aproveitar-se do movimento do adversário para derrubá-lo. Vamos tomar à força os conselhos comunais ou infiltrar gente lá”, exorta o opositor Jésus Petit Da Silva.

Mas, para Elias Santana, “se a polarização política que opõe os chavistas aos antichavistas for para dentro dos conselhos comunais, a esperança de ver se instalar na Venezuela uma verdadeira cultura da participação popular vai desaparecer”.

 

 

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BANCO PUBLICO DE TERRAS

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Desde el área de Urbanismo y Sostenibilidad que dirigen Pablo Muñoz y Teresa Artigas se ha dado un importante paso para crear el Banco Público de Tierras municipal de Zaragoza.

Esta mañana han anunciado que 36 hectáreas en el barrio de San Gregorio que iban a ser destinadas a la construcción de 1.347 viviendas, serán utilizadas como espacio para huerta ecológica. Esto supone un avance hacia cambios en el modelo productivo de la ciudad más sostenible y no basado en el ladrillo a la vez que generadores de empleo de calidad.

El proyecto está ligado a un modelo de sostenibilidad estratégico parael Gobierno de la ciudad que dirige Zaragoza en Común. El objetivo, a medio plazo, es favorecer que los ciudadanos y ciudadanas de Zaragoza puedan alimentarse de su producción agroecológica, lo cual es sostenible desde puntos de vista sociales, ambientales y económicos y además, genera empleo local, beneficios ambientales y es saludable para las personas

El Banco de Tierras forma parte del proyecto en el proyecto Huertas Life km 0 consistente en la recuperación medioambiental de espacios periurbanos de Zaragoza mediante la intervención en el ecosistema y la agricultura ecológica.

De las 36 hectáreas, el Ayuntamiento es el propietario del 60% aproximadamente, unas 22. La junta de compensación pondrá en alquiler todos los terrenos para 62 agricultoresa que se formaron en el proyecyo Life Km. 0. Estos alquilere serán baratos y asequibles para los interesados en disponer de tierras.

Estos terrenos tienen la ventaja de que en su estado actual son adecuados para el cultivo en régimen de regadío en casi toda su extensión, prácticamente sin inversiones adicionales.

Aparte de generar empleo (se estima que con 2 hectáreas de huerta puede vivir una familia dignamente y favorecer el emprendimiento, el objetivo es que Zaragoza pueda llegar a contar con producción agrícola y ecológica suficiente para atender la demanda de la ciudad, incluidos todos los centros municipales donde hay servicios de cafetería y/o comedor.

Se buscarán más terrenos en otras localizaciones para que todas las personas formadas puedan desarrollar su actividad.

 

TARIFA ZERO E DIREITO

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Foi aprovada em primeiro turno no Senado Federal a Proposta de Emenda Constitucional (PEC nº 90/2011) que inclui o transporte como um direito social na Constituição brasileira. Com isso, o transporte iguala-se a outros direitos como à educação, saúde, moradia, alimentação, trabalho, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância e assistência aos desamparados.

Na próxima semana, no dia 26 de agosto, a proposta será votada em segundo turno. Sendo aprovada, será promulgada.

A PEC foi apresentada pela parlamentar Luiza Erundina em 2011. Após anos parada nas comissões do Congresso Nacional, a proposta ganhou força e foi desengavetada após as manifestações que pararam o Brasil em 2013. A sua aprovação talvez seja a única resposta do Congresso Nacional às pautas apresentadas naquelas manifestações.

Mobilidade como direito

Esta PEC tem importância fundamental para a mobilidade urbana. Com o transporte sendo garantido como direito fundamental do cidadão, torna-se possível que benefícios fiscais, ou não, sejam adotados para garantir um transporte mais barato para a população brasileira.

 

TARIFA ZERo

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O engenheiro civil Lúcio Gregori, secretário de Transportes da gestão Luiza Erundina (1989-1993) na prefeitura de São Paulo e elaborador do Projeto Tarifa Zero, disse que a gratuidade do transporte coletivo é o estágio final de um processo político de rearranjo de recursos e composições de fundos. “No Brasil, o subsídio tarifário é extremamente baixo. [Os governos] têm que dar subsídio maior e o limite é a tarifa zero”, afirmou.

Segundo ele, os subsídios não precisam ser arcados exclusivamente com impostos municipais, mas com a coparticipação de governos estaduais e federal, seja com empenho de recursos ou isenção de impostos. “Quase todos os países com forte subsídio de tarifa têm fundos com composições. É uma solução, não pode ser minimizada só porque o prefeito x ou o governador y diz que não tem dinheiro. Mas ele não tem que fazer tudo sozinho, é uma disputa politica de outro caráter”, disse.

“É preciso uma discussão séria a respeito de como um país desse porte, o sétimo PIB [Produto Interno Bruto] do mundo, tem uma tarifa nessas proporções”, defendeu Gregori. Segundo ele, aplicando os níveis de Paris e Pequim, a tarifa em São Paulo, que hoje é de RS 3,80, deveria ser de R$ 1,27. Comparando com os subsídios aplicados em Buenos Aires, a tarifa na capital paulista cairia para R$ 0,85. “Política é isso, política é construir possibilidades e não gerir impossibilidades”.

Para o engenheiro, é preciso também desconstruir narrativas enraizadas na cabeça das pessoas, de que é preciso pagar a tarifa de transporte, e “isso não muda do dia para a noite”. Gregori compara a tarifa zero ao pagamento do décimo terceiro salário, que também gerou discussões na sua implantação, “mas hoje ninguém se imagina sem décimo terceiro”, disse.

A estatização do transporte público é desejável em certas circunstâncias, segundo o ex-secretário, mas não é obrigatório e nem se vincula à tarifa zero. Gregori explica que o modelo tradicional é a concessão de serviço público e a tarifa é que garante o equilíbrio financeiro, mas que existem outras alternativas como o fretamento, por exemplo. “Eu desvinculo a tarifa do custo do serviço, eu faço do empresário um alugador de ônibus e vou cobrar a tarifa que bem entender. Ele coloca o capital, eu vou fretar, pagando uma rentabilidade da aplicação dele, e não preciso empatar o dinheiro do Poder Público em uma frota”, afirmou o engenheiro.

 

SITES

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The annual list of the ten best planning, design, and development websites, representing only some of the top online resources for news, information, and research on the built environment.

Every yearPlanetizen recognizes ten websites as the best online resources for urban planning, design, and development.

When Planetizen first began compiling lists of top websites in 2002, we included 50 websites on the list. Even with that many sites on the list, the collection offered very little of the variety and innovation available online in 2015.

In 2015, the Internet includes apps in addition to websites, enabled by additional layers of technology, like the Cloud, smartphones, and GPS. Websites today include sub-genres like crowdsourcing, crowdfunding, social media, and data viz, in addition to the traditional news and institutional sites. Meanwhile news and institutional sites can often be found using the technologies of crowdsourcing, crowdfunding, social media, and data viz. Excellence online in 2015 isn’t always a radical new technology or tool—sometimes it’s a well chosen blend of the many possibilities available.

After collecting nominations from readers and staff, the Planetizen editorial staff selected the “2015 Top Websites” list based on a common set of criteria, including content, design, and usability, choosing ten websites representing a variety of uses and focuses. We’ve listed the websites alphabetically, not in order of rank.

Chicago Cityscape

Not all systems for tracking development and planning are created equal, but they all have some catching up to do compared to the example set by Chicago Cityscape. For the uninitiated, the website offers access to open data on building permits—providing tangible evidence about how the neighborhoods of Chicago are changing. Chicago Cityscape relies on a simple design to present copious amounts of open data—from renovations to demolitions to violations and more. Searching a specific property also produces information on Census tracts, planning and zoning overlays, and neighborhood info. Much of the data available on the site requires a subscription to access, but a quick poke around the free version of the site is all it takes to see the tremendous power of open data to provide access to information about the development process.

City Observatory

City Commentary, the blog and news analysis feed on the City Observatory website has achieved something truly rare in the planning and urbanism media landscape: every single post is essential reading. Well argued and well researched—City Observatory has become one of Planetizen‘s most trusted sources for reasoned perspective on the news and ideas of contemporary times. The kinds of urbanists that could benefit from the knowledge shared on City Observatory: advocates, policy makers, journalists, students, and citizens. That’s just about everyone, right?

Civic Crowdfunding Sites ioby and Neighborly

We stretched the rules a little on this one and acknowledged two websites—both examples of crowdfunding but each with a significantly different approach.

Neighborly provides access to public finance by connecting users to municipal bonds—that critical mechanism for capital investment that sums to a market of $3.7 trillion. The big idea: in choosing specific municipal bonds for investment, people also choose causes to support (like education or infrastructure).

By contrast, ioby works more the well known model found on Kickstarter—users present a project for fundraising and the public can decide a level of support for the project. Because projects are civic in nature, ioby has proven to have beneficial effects for local efforts of placemaking and community building. If you’re looking for more on ioby and Neighborly, an article by Bloomberg Business highlights both.

Esri Story Maps

Few technology companies are as essential to the practice and study of planning as Esri, makers of, among many other things, ArcGIS. Esri Story Maps offers a free, easy-to-use tool for creating effective, visual stories. By offering Story Maps with free access, Esri leverages its significant firepower in the world of mapping into the world of storytelling, creating a welcome and valuable addition to the toolbox of anyone who cares about places, the planet, or people. For an example of the power of the platform, check out the “Atlas for a Changing Planet,” created by the Esri Story Maps team on the occasion of the United Nations Climate Summit. Bright, interactive, engaging, imaginative—the possibilities for Story Maps are as boundless as the world itself.

Greater Places

Built on the premise that communities need new types of resources for design, Greater Places provides “organized, visual examples, networked communities of peers and great ideas…” Think of Greater Places as a compendium of case studies, ranging in subject from plan making, resilience, equitable development, street design, water, and many more. While the Greater Places website is in itself a tremendous resource worthy of this list of best websites, Greater Places also deserves credit for creating a new level of conversation as one of the creators of Cards Against Urbanity and a forthcoming planning game.

Social Media Sites Pinterest and Instagram

It’s impossible to stress the importance of thinking beyond the confines of an organization’s official platform for the benefits of the Internet. Social media integration has a been a buzzword for a long time, especially for planners and designers faced with the daunting tasks of pitching projects to the public, but obviously some have done a better job of others of rising above the noise and clutter of the contemporary social media landscape. Two platforms in particular have shown a surprising knack for facilitating better planning and design understanding: Instagram and Pinterest.

Instagram is well acknowledged for its celebration of the visual delights of all kinds of environments—from rural to urban and international to domestic. The city of Mobile, Alabama took the platform a step further, using the app’s geotagging function to create an initial database of blighted and vacant properties. In effect, Instagram provided a cheap and easy tool that made it much easier to take the initial tentative steps in a large planning effort.

The power of Pinterest is exemplified by Slow Ottawa’s Pinterst page, which gathers and presents ideas about how to improve planning and design outcomes. Slow Ottawa’s Pinterest board includes visual presentations of ideas for streets for everyone, street furniture, hydrology, and even planning failures. Pinterest is so well suited for organizations looking for an accessible, cheap, and sharable platform for ideas—it’s a wonder we don’t see more doing it.

Streetmix

For a “side project” by a group of 2013 Code for America fellows, Streetmix has managed to attract a lot of attention from Planetizen readers. Streetmix allows site visitors to “design, remix, and share” street ideas, by providing an interactive street diagram easily manipulated by dragging and dropping and pulling and removing. The menu includes car lanes, bike lanes, landscaping, bus lanes, bus shelters, and rail transit. Streetmix earns its place on this list for seamless functionality as well as broad appeal: it’s easy to imagine the use of Streetmix as a tool for academic instruction, outreach, and advocacy (and we’ve already noticed Streetmix-created diagrams popping up all over the web), and also as a habit-forming and entertaining tool for seasoned urban designers.

Strong Towns

Mainstream media outlets have noticed, as have we at Planetizen, how successful Charles Marohn has become at spreading the gospel of Strong Towns. Strong Towns is one of the few essential reads focused on planning, offering unwavering excellence in advocacy, reportage, and rhetoric. Not to mention that the annual #BlackFridayParking event is a model of online engagement. If you’re looking for a gold standard of presenting and supporting ideas about how to improve the built environment: Strong Towns is it.

Surging Seas

Climate Central created an interactive map to illustrate the catastrophic threat to coastal communities presented by sea level rise. Even oil companies agree that we will have to prepare for rising sea levels—this tool just shows you how difficult a challenge that represents. A quick tour around the United States using the Surging Seas interactive map is all it take to see that it will take a larger project than anything humans have imagined thus far to stem this tide. Surging Seas provides more than just a scare tactic, however, deriving its power from information instead of fear. The website provides several different tools for risk identification and reduction, additional layers of data, like population, income, and ethnicity, to create a holistic picture of the challenge, and, finally, a constant reminder that the coastal environment of the future will be a result of the choices we make now.

WALKScope

WALKscope is the rare example of crowd-sourced public engagement that actually works. WalkDenver and PlaceMatters created the platform to engage the public in gathering information about the pedestrian environment in Denver. The color-coded map that results from all this collaboration quickly and clearly identifies the gaps in the pedestrian network. Unlike many platforms with similar goals, WALKscope is well-trod: 6,717 sidewalk quality reports populate the map, along with 1,817 intersection quality reports, and 227 pedestrian counts. The information is visible at specific locations as well as in the aggregate for the city. Not that anyone needs another reason to visit the beautiful city of Denver—but using this app to contribute to this cause seems worth a trip.

SOBRE COMUM

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Naus de Ribes

Un curso celebrado en Valencia explora las posibilidades de este paradigma de pensamiento colectivista en expansión

2/11/2015 – 

VALENCIA. Diga lo que diga Garrett Hardin, los bienes comunales no son ningún drama y hay un buen número de personas decididas a demostrarlo. El ecologista promulgaba en su celebre texto de 1968 La tragedia de los comunes que los recursos compartidos tienden a ser destruidos por sus usuarios si no se da la intervención y la tutela de una entidad propietaria, sea esta de carácter público o privado. Pero existe un paradigma de pensamiento que, con una fuerza cada vez mayor, contradice el planteamiento de Hardin y lo hace con muy buenos argumentos.

Varios de los pensadores y colectivos del panorama estatal que defienden el modelo comunal con mayor empeño se reúnen ahora en Valencia en el marco del curso Comuns urbans, organizado conjuntamente por el estudio de sociología especializado en procesos participativos La Dula y la librería asociativa La Repartidora. El Observatorio Metropolitano de Madrid, la Fundación de los Comunes o el Solar Corona son algunas de las entidades que participan en estas jornadas que comenzaron el pasado viernes y se prolongarán hasta el 7 de noviembre.

Pero, ¿qué es exactamente eso a lo que se llama “los comunes”? “Se trata de todos aquellos recursos gestionados por comunidades activadas en torno a los mismos a través de unas normas y unos valores que los propios participantes van definiendo”, explica Lluís Benlloch, uno de los miembros de La Dula. En cualquier caso, se entienden las comunidades “no como barrios o ciudades, sino en un sentido abierto y amplio, que tiene en cuenta la heterogeneidad, la translocalidad y los diferentes niveles de implicación”, en palabras del sociólogo. Una concepción de las colectividades que, en última instancia, está muy ligada a la sociabilidad y las relaciones interpersonales.

Solar Corona

El paradigma de los comunes bebe de los planteamientos de la teórica norteamericana Elinor Ostrom, primera mujer en ganar un Nobel de Economía (en el año 2009), la fuente primigenia. Ostrom estudió en sus trabajos la explotación comunal de algunos recursos rurales como los bosques y los montes, las zonas de pesca o los sistema de regadío (en su libro Governing the Commons dedica un capítulo al Tribunal de las Aguas de Valencia). En la actualidad, este modelo se alimenta de la obra de autores como el geógrafo David Harvey, el politólogo Massimo de Angelis, el arquitecto Stavros Stavrides o el sociólogo Pascal Nicolas-Le Strat. En el contexto estatal destacan las aportaciones de la urbanista Ana Méndez de Andés, miembro del Observatorio Metropolitano de Madrid.

Se trata sin duda de un paradigma en expansión, que ya ha conquistado espacios como el Museo Reina Sofía o el MACBA, dos centros que han albergado jornadas dedicadas al estudio de estas ideas. Benlloch se muestra contundente: “será central en los próximos años, se ha ido fortaleciendo en las últimas décadas gracias a movimientos como el de la cultura libre surgido en el entorno digital o el ecologismo, que reivindica bienes comunes globales como el agua o el aire. Los estudios sobre los recursos rurales de Ostrom son una fuente de inspiración muy clara y una referencia constante, ya que reflejan las características de los comunes. Pero tenemos que evitar darle a nuestros planteamientos un acento nostálgico, ruralista o arcaico. Sin embargo, creo que este riesgo está más presente en las investigaciones sobre los comunes que en las experiencias prácticas”.

Entonces, ¿cómo trasladar un modelo surgido en medios rurales o en la vastedad de Internet al contexto de las urbes? “Con la llegada de la crisis económica, los comunes urbanos han alcanzado un peso muy importante. Las ciudades están repletas de espacios desvalorizados socialmente y, a causa de ello, han empezado a surgir experiencias como solares autogestionados, huertos urbanos, fábricas en cesión de uso o terrazas comunitarias”, explica Benlloch. Sin embargo, la propuesta de los comunes trasciende el hecho meramente espacial y se adentra en ámbitos tan diversos como los cuidados, la educación, la salud o la energía.

Huertos urbanos de Benimaclet

Es en la reivindicación de estos campos, junto a la de lugares y usos, donde el paradigma de los comunes se cruza con la política infiltrándose en la dicotomía entre lo público y lo privado hasta dinamitarla. “Lo común no es propiamente público ni privado, pero se relaciona de maneras nuevas con estos ámbitos”, afirma Benlloch. Como ejemplo pone el Solar Corona: un espacio privado, cedido a unos vecinos que le dan un uso público y apoyado por algunas instituciones. O la PAH, que apela a lo público para exigir el derecho a la vivienda.

“Los comunes tienen dos dimensiones”, explica el sociólogo, “por un lado se presentan como otra manera de practicar la ciudad y apropiarse de ella, un modo nuevo de significarse basado en formas de democracia radical muy poderosas y sustantivas. Por otro lado, pueden cuestionar y rehacer políticas públicas en campos como la educación, la sanidad o la cultura, avanzando hacia una gestión más democrática. La reivindicación comunal de estos ámbitos enlaza con movimientos ya existentes. Lo interesante es que actualiza estas luchas con teorías más contemporáneas y les da un marco general más solido”.

Bajo esta perspectiva que contempla la intersección entre lo común y lo público, la llegada a los ayuntamientos de nuevas fuerzas políticas surgidas en el entorno de los movimientos sociales se presenta como una coyuntura interesante. En palabras de Benlloch, “los nuevos escenarios municipales son una oportunidad para innovar en el ámbito de los comunes urbanos y para introducir elementos de gestión comunitaria en los recursos públicos. Al mismo tiempo, la administración debería impulsar las experiencias de comunes urbanos que ya existen, pero con el requisito básico de que se respeten los grados de autonomía que deseen preservar”.

¿Podemos encontrar en Valencia experiencias de este tipo que hayan resultado más o menos exitosas? Benlloch considera que sí. Y, entre los “centros de producción de innovación colectiva” cita, por ejemplo, el Programa MIH Salut, impulsado desde la administración, que está introduciendo elementos de gestión colectiva en la sanidad a través de la creación de mesas en las que participan las entidades que operan en este ámbito. O el Col·lectiu de Mares i Pares de Ciutat Vella, que se ocupa de la relación de los niños con la ciudad y, en especial, de los usos comunitarios de espacios públicos para los más pequeños.

Benlloch menciona también, entre las experiencias positivas, la de Centre Cultural de Tres Forques, “un barrio periférico alejado de la órbita del activismo al uso”, que a través de una cesión pública se ha convertido “en un punto de encuentro y sociabilidad”. O el CSOA L’Horta, en Benimaclet, un espacio okupado en el que coexisten un proyecto educativo infantil autogestionado, unos huertos urbanos y el propio centro, que organiza multitud de actividades culturales y políticas. Para el sociólogo, “L’Horta es una evidencia de cómo se van haciendo más complejas las formas de gestión de lo común”. Estos ejemplos se suman a otras iniciativas como la reivindicación de las Naus de Ribes en Russafa o la del Solar de la Botja en Velluters.

CSOA L’Horta

No es casual que las jornadas Comuns urbans se celebren en La Repartidora, un proyecto que inició sus andaduras en diciembre de 2014. De hecho, la librería asociativa forma parte de la red Fundación de los Comunes, un “laboratorio de ideas que produce pensamiento crítico” y que se ha instalado ya en diversas ciudades como Madrid, Barcelona, Zaragoza, Málaga o Santander. “Lo común es uno de los pilares básicos de nuestra tarea”, explica Miquel Martínez, uno de los trabajadores del local ubicado en la calle Arquitecte Arnau de Benimaclet.

De acuerdo con Martínez, La Repartidora encuentra su razón de ser en tres ejes. En primer lugar, como librería asociativa para “compartir material que pueda favorecer el pensamiento crítico y que cuestione lo establecido”. En segundo, como estudio de diseño y comunicación para colectivos políticos. Y por último, como centro de formación con el objetivo de “contribuir a generar una serie de discursos que puedan resultar útiles a los movimientos sociales en la actualidad”. De esta manera, el proyecto se constituye, en última instancia, como “un dispositivo de enunciación y de acción”, en palabras de Martínez.

De forma interna, La Repartidora funciona, según Martínez, “de forma asamblearia, las decisiones se toman siempre por consenso”. Un comportamiento que coincide con lo que Benlloch explica que, en la práctica, deben ser los comunes: “tienen que ver con la horizontalidad y la gestión colectiva. Nos planteamos cómo encarar los problemas del asamblearismo y cómo podemos reducir las jerarquías que se dan en ocasiones de manera informal. Se trata de fomentar la reciprocidad. En definitiva, más que un espacio o una práctica concreta, los comunes son una manera de hacer, un tipo de relación social”.

REDE DE CIDADES: REDE DE APOIO MÚTUO

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Carmena coincidirá con Colau y 'Kichi' en Barcelona la próxima semana para compartir "experiencias de cambio"

Los alcaldes de las nuevas candidaturas de confluencia municipal se reúnen en Barcelona para formalizar su sintonía. Bajo el lema ‘Ciudades por el bien común’, Manuela Carmena, Ada Colau o José María González ‘Kichi’ participarán en un encuentro junto a otros dirigentes municipales, como la alcaldesa de Badalona, Dolors Sabater; el alcalde de Pamplona, Joseba Asiron; el alcalde de Santiago, Martiño Noriega; el alcalde de Zaragoza, Pedro Santisteve; y el alcalde de A Coruña, Xulio Ferreiro.

De este modo, coincidirán algunos primeros ediles que tras las elecciones del pasado 24 de mayo se alzaron con las Alcaldías después de haber concurrido con candidaturas de unidad popular, como Carmena, de Ahora Madrid, Colau, de Barcelona en Comú; o Ferreiro, de Marea Atlántica.

Santisteve, por su parte, es de Zaragonza en Común; Noriega fue cabeza de lista por Compostela Aberta; ‘Kichi’, por Cadiz sí se puede y Asiron fue candidato a la Alcaldía de Pamplona por HB Bildu. El encuentro tendrá lugar el próximo viernes en la plaza del Angels, a las 19 horas. Otro de los lemas de este acto es “Ganar compartiendo experiencias de cambio”. Carmena ya participó en un acto con Colau antes de las pasadas elecciones en Madrid con Ahora en Común.

HOSPITALIDADE

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MADRID.- La alcaldesa de Barcelona, Ada Colau, ha propuesto a la ciudad condal para que integre una “red de ciudades-refugio” para tratar de solucionar el drama de los inmigrantes. Colau recoge así la propuesta que lanzó el viernes ERC, cuando su portavoz en el Ayuntamiento de Barcelona, Alfred Bosch, propuso que la capital catalana acoja a refugiados sirios.

“Tenemos un mar que se llena de muertos. Unas fronteras que se llenan de alambres, pinchos, cuchillas… y de muertos. Y una parte de Europa llora, grita, quiere que se salven, que no mueran, pero que no vengan, que se vayan, que desaparezcan, que no existan y que no tengamos que verlos en la tele, y menos en nuestras calles, con sus mantas, en el metro, o en las escaleras de nuestras casas”, ha escrito Colau en Facebook.

La alcaldesa de Barcelona opina que “lo que necesita Europa, urgentemente, es una llamada al afecto, una llamada a la empatía. Podrían ser nuestros hijos, hermanas o madres. Podríamos ser nosotros, como también fueron exiliados muchos de nuestros abuelos”.

Las propuestas de ERC y de Colau recogen el espíritu que ya impregnó la capital catalana durante la guerra de Bosnia, hace ya 20 años. Entonces, se produjo un movimiento muy notable en favor de los refugiados bosnios. Bosch recordó el viernes que Sarajevo “se convirtió en el distrito número 11 de Barcelona”.

Precisamente hoy han sido hallados en estado crítico tres niños que viajaban a bordo de un camión en Austria junto con otros 23 refugiados. “Queremos ciudades comprometidas con los derechos humanos y con la vida, ciudades de las que sentirnos orgullosos”, finaliza Colau.

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